30 janeiro 2011

Átimo do Patchwork


Estudos feitos sobre a origem do patchwork revelam que este trabalho surgiu desde que o homem aprendeu a tecer, muito provavelmente, como decorrência da necessidade de melhor aproveitamento de retalhos, num momento em que os tecidos eram raros e caros.

Disseminou-se pela Europa e, mais tarde, chegou aos Estados Unidos, tornando-se parte das tradições desse país, de tal modo que é comum pensar-se no patchwork como produto tipicamente norteamericano. Mas, além de continuar a ser praticado na Europa, o patchwork está presente na Austrália e, no Japão, onde é praticado com criatividade e grande refinamento.
  
Deixando de ser meramente emendas de retalhos, o trabalho em patchwork passou a ser criado com formas variadas, surgindo os famosos blocos de formas geométricas. Com os blocos seguem-se suas histórias e significados, geralmente relacionados ao período colonial dos Estados Unidos.

O bloco feito na caixa da foto acima chama-se Carpenter's wheel (Rodas de Carpinteiro). Alguns registros indicam que este símbolo significa um vagão com compartimentos escondidos nos quais os escravos podiam esconder-se, logo estariam embarcando para a viagem da liberdade.

A história do patchwork é cercada de fatos, lendas e mitos o que o torna ainda mais interessante.

19 dezembro 2010

Advento

 (mais)

Flores dão lugar ao sol, folhas dão lugar à neve. 
Dezembro é mesmo muito especial.
A sensação é de que este mês é o mais curto do ano. 
Tudo se quer fazer antes que ele se vá.
Ao nos deixar, sentiremos sua falta 
e faremos planos para seu próximo retorno.

28 novembro 2010

Claramel

Era uma vez uma jovem senhora que esperava a chegada de seu primeiro bebê.
Um dia, passeando pela aldeia, encontrou uma velhinha com uma cesta cheia de guloseimas a vender. Os doces pareciam deliciosos, irresistíveis. E a jovem senhora não se conteve e comprou todas as variedades. Já em casa, ela se pôs a comer, primeiro a tortinha de maçã, depois a de amora, as geléias e compotas.

A partir de então, todos os dias, a futura mamãe saía em busca dos doces para saciar sua vontade de comê-los, que crescia mais e mais a cada dia. Porém, um dia ela se sentiu enjoada daqueles doces e pediu para a velhinha que fizesse uma nova receita, algo diferente, porque, mesmo tendo enjoado,  ela ainda sentia desejo  de comer doces, mas não aqueles. Passados alguns dias, a velhinha lhe trouxe um doce diferente feito com caramelo. Disse-lhe, então, que aquela receita era muito especial e que não seria possível fazê-la novamente. Como faltavam poucas semanas para o bebê nascer, a velhinha alertou a jovem senhora a comer apenas um a cada dia. E, com isso, entregou-lhe uma porção dos docinhos. Despediu-se.

Quando a senhorinha provou o caramelo, fez-se feliz por ter saciado seu desejo. Depois de jantar, não resistiu e comeu outro caramelo, e mais outro, e mais, mais um...  Ela queria mais, mais, mais, no entanto,  já havia acabado com todos os caramelos. Custou a dormir e, quando conseguiu, teve sonhos caramelados.
Ao amanhecer,  correu até a aldeia para comprar mais caramelos. Porém, não encontrou mais a velhinha e se desesperou, o seu desejo de comer caramelos aumentara. Ninguém soube informar-lhe sobre o paradeiro da velhinha.  Então, pediu para que outras doceiras preparassem o doce, mas nenhuma conseguiu igualar o sabor daquele.

O desejo só aumentava a cada dia, e a jovem senhora rezava para que seu bebê nascesse logo, pois assim -  acreditava ela - seu desejo desesperador de comer caramelo desapareceria. Finalmente, o bebê nasceu! Era uma menininha! A mãe logo percebeu que sua filhinha nascera com os cabelos iguais aos doces de caramelo que tanto desejava e passou a chamá-la de Claramel. O desejo de comer os caramelos se foi. Nunca mais a mãe teve notícias da velhinha. Apenas guardou na memória os doces sabores de suas receitas.

Claramel conta que as vezes sonha com uma simpática velhinha preparando e ensinando-a a fazer deliciosas receitas. Será sua fada madrinha?

31 outubro 2010

Vassouras, Caldeirões, Poções, Sapos...


Queridas Bruxas,

Faz tempo que não escrevo.  Tempo, tempo, tempo, tempooooo...
Bom, mas eu não poderia deixar passar esta data sem nenhuma palavra.
Estive pensando em nossa trajetória por este mundo milenar...
Harmonia com a Sagrada Mãe Terra, momentos de magia, de sedução, de sabedoria e também aqueles de escuridão, fogueira, medo e brutalidade.
Que momento é esse que vivemos?
Ainda não consegui definir...
Só sei que estamos por aí.
Algumas de nós mudaram de rumo e se adaptaram às exigências do mundo moderno, perdendo um pouco de sua essência, outras, no entanto, estão a se dedicar ao sagrado compromisso de uma bruxa; nunca deixar que a beleza, a sabedoria e a magia feminina desapareçam.
Abraços a todas!

09 outubro 2010

Doçuras ou Travessuras?


Lembro-me de que, quando criança, adorava fazer travessuras: tocar campainha do vizinho e sair correndo; arrancar, às escondidas, rosas do jardim daquela mulher ranzinza; ficar observando o casal de namorados na varanda, dar risadinhas e gritar: "Beija!  Beija!"
Mas que bobinha!...


Por que era tão divertido mexer, cutucar, desafiar os adultos?

         (assista)

Penso que toda criança gostaria que os mais velhos sentissem de volta, nem que só por alguns segundos, o gostinho da pura inocência.
Seria o paraíso!


Eu amo crianças travessas
E suas travessuras
É a magia dessas
Que me guia
Através de mansas doçuras